
Casa da Palavra
quarta-feira
A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica

Como foi que a poesia invadiu a Vila?
O ator e poeta Carlos Lotto vem à Casa da Palavra conversar sobre sua experiência em “A poesia invade a Vila”, recital de poemas de autores do ABC durante o Festival de Inverno de Paranapiacaba. Lotto surpreendeu o público numeroso dos shows que movimentaram a Vila com a “intervenção” de textos de autores como Luiz Alberto Abreu, Moreira de Acopiara, Dalila Teles Veras, Edson Bueno de Camargo, José Geraldo Neres, Júlio Mendonça, Hélio Neri, Zhô Bertholini, entre muitos outros autores de todas as idades e de todas as cidades da região, permeados por citações que vão da canção popular à poesia concreta. Enfim, um espetáculo difuso colocando a poesia do ABC em destaque. Aproveitando a ocasião, Lotto fará a leitura de alguns textos na Casa, acompanhado pela dupla Marcelo Miranda e Fernanda Ferretti, do Olam Ein Sof (“Mundo dos Infinitos”), um duo de violão que combina heavy metal, música erudita, folk. Sem dúvida, imperdível!
A poesia invade o ouvido
Coordenado pelo ator e poeta Carlos Lotto, o grupo tem por objetivo estimular a leitura pública de poesia, fazendo-a saltar dos livros para os ouvidos e, no mesmo movimento, acender no público a vontade de ir aos livros para procurar mais poesia. Ida e volta. A cada mês, o grupo terá dois encontros de ensaio e uma apresentação aberta ao público em geral, inclusive com músicos convidados. Nos ensaios, Carlos Lotto – que vem com todo o gás de suas apresentações para públicos tão grandes quanto imprevisíveis no Festival de Inverno de Paranapiacaba – ensinará em detalhe a técnica (e a paixão) do recital: desde a escolha do poema até a forma como o leitor deve ocupar o espaço com seu corpo e sua voz, criando uma “atmosfera” propícia à integração com o público por meio da palavra poética. Os ensaios começam em 14 de agosto.
A Escola Livre de Literatura está selecionando alunos que tenham interesse em participar do projeto Leitores Itinerantes, parceria da ELL com a Gerência de Bibliotecas, que circulará nove bibliotecas ramais e a distrital da cidade apresentando grandes autores de nossa literatura. O projeto visa fomentar atividades culturais nos bairros e nas bibliotecas e difundir as atividades de formação da Escola Livre de Literatura. Como conseqüência, transforma os alunos da ELL em “multiplicadores” e forma público para as diversas atividades da Casa da Palavra. Todas as atividades ocorrerão em setembro, outubro e novembro. Serão selecionados 10 alunos, que receberão ajuda de custo.
Atenção: as inscrições vão apenas até 2 de agosto.
terça-feira
Núcleos de criação literária
Telefone: 011 4992-7218
casadapalavra@santoandre.sp.gov.br
Praça do Carmo, 171, Centro
Cep 09010-020,
Santo André - SP
Seu trabalho em cinema inclui a roteirização de textos de sua autoria (Os Matadores, Ação entre Amigos, O Invasor e O amor e outros objetos pontiagudos) e o desenvolvimento de roteiros originais (Nina). A convite do Sundance Institute, atuou como consultor no IV Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme, realizado em 2000.
Fabio Weintraub formou-se em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Porém, trabalhou pouco tempo nessa área, e passou a se dedicar à literatura e à edição de livros. Fez parte do grupo paulista de poesia Cálamo. Publicou Toda Mudez Será Conquistada (1992); Sistema de Erros (1996), com o qual ganhou o prêmio literário Nascente, promovido pela USP e editora Abril. Novo Endereço (2002), sua obra seguinte. Em 2003, a obra Novo Endereço recebeu o prémio especial "Embajada de Brasil" do Prémio Casa de las Américas na categoria "Literatura brasileña". Em 2004, foi publicada a edição bilíngüe, em português e espanhol (com tradução da escritora cubana Lourdes Arencibia) de "Novo endereço", desta vez com parceria da Casa de las Américas. Em 2006, ganhou Bolsa de Incentivo à Criação Literária do Governo do Estado de São Paulo, na categoria poesia. Até 2003, na Nankin Editorial coordenou a coleção de poesia Janela do Caos e publicou também os dois últimos livros de Hilda Hilst, "Estar sendo ter sido" e "Cascos e carícias". Foi colaborador das revistas literárias Cult, Jandira e Cacto. Atualmente, é um dos editores de K Jornal de Crítica.
quinta-feira
Lançamento de idéias: livros ao vento.

O Livros ao Vento trouxe no último encontro o escritor Eduardo Sterzi, falando sobre Dante Alighieri.
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EDUARDO STERZI
Por que ler Dante, de Eduardo Sterzi começa in medias res, como se diz em teoria literária, isto é, no meio da ação. Ação, aqui, vai no sentido literal, pois se trata da travessia de um pântano a cavalo por um embaixador, em meio a uma guerra envolvendo várias potências. O embaixador, que se chama Dante Alighieri, morrerá no decurso (e em função) da viagem, provavelmente de malária. Partindo do seu fim, o livro traçará então a biografia de Dante juntamente com a recepção de sua obra, cuja vida autônoma começa na morte do autor. Para, então, debruçar-se diretamente sobre ela (incluindo a bibliografia comentada da seção Estante). Uma síntese envolvente de um dos nomes mais fundamentais da história da literatura.
Ano: 2008