
Obras: Pássaros de papel (Projeto Dulcinéia Catadora, edição artesanal, SP, 2007). Numerosas publicações em antologias, revistas e suplementos literários no Brasil, Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos da América, México, e Nicarágua.
Organizou, com Floriano Martins, a Antologia de Poetas Brasileiros (Huerga & Fierro Editores, Espanha, 2007).
Vários prêmios literários e incentivos, dentre eles: Bolsista da Fundação Biblioteca Nacional (2007/2008), Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, Ministério da Cultura, (2005), Catálogo de Artes – Mapa Cultural Paulista (2003/2004, 2005/2006 e 2007/2008), Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody (2006, 3º Lugar), Prêmio Cultural Plínio Marcos - Mostra de Artes de Diadema (2004), Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho (2004, 4º lugar).
Cursou: Oficinas de Criação Literária, Dramaturgia, e Roteiro de cinema em vídeo.
Algumas participações em eventos culturais:
3ª Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas – FLIPORTO, (2007), 1º Festival Internacional de Poesía, Granada, Nicarágua, (2005), 5º Encuentro Internacional Literario aBrace - Uruguay, (2004), 2ª Mostra de Vídeo do Município de Mauá, com o curta-metragem "A Herança", (2003), 7º Encontro Regional de Escritores de Rio Claro, (2003).
Organizou, com Floriano Martins, a Antologia de Poetas Brasileiros (Huerga & Fierro Editores, Espanha, 2007).
Vários prêmios literários e incentivos, dentre eles: Bolsista da Fundação Biblioteca Nacional (2007/2008), Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, Ministério da Cultura, (2005), Catálogo de Artes – Mapa Cultural Paulista (2003/2004, 2005/2006 e 2007/2008), Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody (2006, 3º Lugar), Prêmio Cultural Plínio Marcos - Mostra de Artes de Diadema (2004), Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho (2004, 4º lugar).
Cursou: Oficinas de Criação Literária, Dramaturgia, e Roteiro de cinema em vídeo.
Algumas participações em eventos culturais:
3ª Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas – FLIPORTO, (2007), 1º Festival Internacional de Poesía, Granada, Nicarágua, (2005), 5º Encuentro Internacional Literario aBrace - Uruguay, (2004), 2ª Mostra de Vídeo do Município de Mauá, com o curta-metragem "A Herança", (2003), 7º Encontro Regional de Escritores de Rio Claro, (2003).
O SILÊNCIO ENTRE VOZES
I
Um barril. Como manter intacto o carvalho? Minha vingança quis beber o corvo – a derradeira pedra para completar a parede – Sinto um grasnar atravessar a pedra, atravessar os ossos, aproximando-o cada vez mais da alma. A face na sombra, no reencontro das sombras que vestem esse lugar, além das duas lâminas – os ponteiros que escorrem pelas quatro paredes – o tempo úmido, além do tempo. O sangue misturado aos pedaços de carne presos nos restos da pedra, a saliva está por toda a parte, os movimentos das mãos estão comprometidos. Uma sombra golpeia a vidraça. Abre nos olhos o primeiro labirinto, labirinto que precisa saciar a sua sede. Outra, joga-se contra a terceira parede. O silêncio é quase absoluto, liquefeito, a escorrer pelo chão.
I
Um barril. Como manter intacto o carvalho? Minha vingança quis beber o corvo – a derradeira pedra para completar a parede – Sinto um grasnar atravessar a pedra, atravessar os ossos, aproximando-o cada vez mais da alma. A face na sombra, no reencontro das sombras que vestem esse lugar, além das duas lâminas – os ponteiros que escorrem pelas quatro paredes – o tempo úmido, além do tempo. O sangue misturado aos pedaços de carne presos nos restos da pedra, a saliva está por toda a parte, os movimentos das mãos estão comprometidos. Uma sombra golpeia a vidraça. Abre nos olhos o primeiro labirinto, labirinto que precisa saciar a sua sede. Outra, joga-se contra a terceira parede. O silêncio é quase absoluto, liquefeito, a escorrer pelo chão.
II
- Descubra a alma e com calma movimente a próxima peça no tabuleiro.
III
Seu olhar resvala pela parede lisa. É o homem fiando o tecido da vida – metade aprendiz, metade lua – o tempo dentro da chuva, criatura lírica abraçada a Quixote. Tempo? Sem orações; do barro ao absurdo. Uma serpente envolta no relógio de uma máquina oculta, diz: Mais alto! Dance! É mais fácil caminhar pelo deserto, ser a infância dentro de um corpo, afogar as outras peças e inventar o profeta. O silêncio é um abismo. Mais alto! Sinta a agulha no tecido. Dance!
IV
Um pedaço de chuva no bolso. Sobras de silêncio. A pele desfiada num rosário de carnes, relógio de dores e sombras perdidas. Senta para chorar a colheita de espelhos, mares de espelhos, arrastando o tempo no interior de sua sombra.
Cada gota: um grito de silêncio! Janela ácida de luz, o corpo é água amarga da fome, os ponteiros na pele – além das duas lâminas– difícil é mudar de pele. Mais ainda é arrancar raízes. O silêncio entre vozes.
- Descubra a alma e com calma movimente a próxima peça no tabuleiro.
III
Seu olhar resvala pela parede lisa. É o homem fiando o tecido da vida – metade aprendiz, metade lua – o tempo dentro da chuva, criatura lírica abraçada a Quixote. Tempo? Sem orações; do barro ao absurdo. Uma serpente envolta no relógio de uma máquina oculta, diz: Mais alto! Dance! É mais fácil caminhar pelo deserto, ser a infância dentro de um corpo, afogar as outras peças e inventar o profeta. O silêncio é um abismo. Mais alto! Sinta a agulha no tecido. Dance!
IV
Um pedaço de chuva no bolso. Sobras de silêncio. A pele desfiada num rosário de carnes, relógio de dores e sombras perdidas. Senta para chorar a colheita de espelhos, mares de espelhos, arrastando o tempo no interior de sua sombra.
Cada gota: um grito de silêncio! Janela ácida de luz, o corpo é água amarga da fome, os ponteiros na pele – além das duas lâminas– difícil é mudar de pele. Mais ainda é arrancar raízes. O silêncio entre vozes.
texto premiado no Mapa Cultural Paulista (2007/2008)
Leitura de poemas (mp3 para download) pelo próprio autor:
- A mão sonâmbula
- Um corte no tempo
- O balé de pupilas assustadas
- Corpo
- A travessia dos espelhos
- A cidade
- mais poemas no site:
http://www.palpitar.com.br/podcast.php
- Um corte no tempo
- O balé de pupilas assustadas
- Corpo
- A travessia dos espelhos
- A cidade
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